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Por que a resolução importa na agricultura?

Sempre que converso com produtores ou técnicos aparece a mesma dúvida: qual resolução de imagem é a mais útil? A verdade é que depende do que você quer alcançar.

Baixa resolução (satélites gratuitos) → É como ver o mapa de muito alto. Sentinel‑2 ou Landsat servem para se localizar, classificar o terreno e ter uma ideia geral da produtividade.

Resolução média (satélites comerciais) → Um pouco mais perto. Satélites como os da Maxar permitem acompanhar o vigor, detectar estresse nutricional e dimensionar danos. Mas ainda não chegamos ao nível de planta por planta.

Alta resolução (drones de mapeamento) → Aqui entram os drones. Já dá para ver as linhas da lavoura e a textura do dossel. Com isso você pode mapear densidade e gerar modelos de produtividade por zonas. Mas ainda falta o detalhe fino.

Ultra-alta resolução (em nível de folha) → É aqui que tudo muda. Com drones de baixo custo conseguimos imagens superdetalhadas para analisar folhas, medir e contar plantas, detectar estresse cedo e aplicar insumos com precisão cirúrgica.

Na Manglar construímos sobre a ultra-alta resolução: ela é a verdade de campo por trás de tudo o que fazemos, inclusive dos nossos modelos de satélite. No fim, a resolução define o valor que você tira dos dados.

Quatro níveis de resolução na agricultura, lado a lado
Comparação visual de quatro níveis de resolução na agricultura.